Arquivo para historiadoras(es) da ciência: um chamado à reflexão antirracista e decolonial

Em solidariedade aos recentes protestos antirracistas, o corpo docente do Programa Historical, Theoretical, and Critical Studies of Psychology, da York University, liderado pela Dra. Alexandra Rutherford, está empenhado em examinar as práticas de sua área de estudos e pesquisas, especificamente o papel histórico e atual da Psicologia na perpetuação do racismo estrutural, inclusive na ciência. Para tanto, essa equipe está trabalhando na garantia de que o currículo de seu Programa, que inclui cursos de graduação e pós-graduação, incorpore bolsas de estudos antirracistas e decoloniais, na intenção de pensar criticamente as fundações racistas e colonizadoras nas quais a Psicologia está institucionalmente assentada.

Nesse sentido, Dra. Alexandra, na qualidade também de editora do Journal of the History of the Behavioral Sciences (JHBS), apresenta duas ações em curso, direcionadas à comunidade internacional da área.

A primeira consiste em uma construção coletiva de referências bibliográficas, em História da Psicologia, sobre (antir)racismo, para a qual sugestões são bem-vindas e podem ser incluídas aqui.

A segunda, direcionada a membras(os) da International Society for the History of Behavioral and Social Sciences (CHEIRON), da European Society for the History of the Human Sciences (ESHHS), ou do Forum for History of Human Science (FHHS), traduz-se em uma concessão gratuita de acesso à plataforma Wiley Digital Archives. Editora do JHBS, Wiley recentemente digitalizou coleções históricas de diversas sociedades acadêmicas, e agora possui mais de cinco milhões de documentos, abrangendo mais de 700 anos de pesquisa em história das ciências, geografia, medicina, e antropologia social e cultural. Para mais informações, entre em contato com Allyn Molina (amolina@wiley.com).

Dra. Alexandra Rutherford também é diretora da Psychology’s Feminist Voices e editora associada da American Psychologist.

Parabenizamos a iniciativa, e fazemos coro ao encorajamento para questionarmos o papel de nossas práticas na (não) perpetuação do racismo e de outras opressões estruturais.

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