Declaración de la Red Iberoamericana de Investigadores en Historia de la Psicología sobre la situación social en Colombia

ESPAÑOL

Los integrantes de la Red Iberoamericana de Investigadores en Historia de la Psicología hemos seguido con preocupación los hechos ocurridos en Colombia durante los últimos días. 

Desde el pasado 28 de abril, amplios sectores de la ciudadanía colombiana han salido a las calles de ciudades y pueblos a manifestar su inconformidad ante las condiciones de desigualdad y exclusión históricas que han venido padeciendo y que la situación de pandemia ha agudizado ante la actitud indolente de sus gobernantes. Los proyectos de reforma impositiva y sanitaria, lesivos para la empobrecida clase media y las clases populares fueron el detonante de una movilización a la que el gobierno colombiano ha respondido con cinismo y violencia. Durante varios días el gobierno del presidente Iván Duque ha evitado establecer espacios de negociación con los líderes de la protesta, reuniéndose en cambio con grupos y personas que ninguna relación tienen con esta, como líderes de partidos políticos y jerarcas eclesiásticos. Al mismo tiempo, ha enviado  a las calles, no solo fuerzas policiales y antidisturbios, que ya en el pasado reciente han incurrido en conductas violentas que se han traducido en muertes de civiles, sino también al ejército, en una demostración de autoritarismo que resulta muy preocupante para el país y la región. Además, el discurso del presidente Duque y sus funcionarios ha sido reiterativo en su criminalización de la protesta y a la vez exonera de los excesos y abusos a la fuerza pública.   

Esta red internacional y diversa de psicólogos y psicólogas consagrados a la investigación histórica puede atestiguar la importancia de los procesos de movilización ciudadana para lograr formas de orden social que permitan el desarrollo pleno de las posibilidades humanas, sociales y subjetivas. Es por ello que defendemos el legítimo derecho a la protesta en Colombia, como en todos los países de la región, como recurso  para lograr transformaciones sociales significativas, en beneficio de amplios sectores de la población. 

Hacemos un llamado al gobierno del presidente Iván Duque a respetar y ofrecer todas las garantías para el ejercicio del derecho a la protesta, así como también a establecer espacios de negociación efectiva e incluyente de las diversas demandas de la ciudadanía a la que está obligado a servir y reconocer como fundamento del Estado de derecho que es Colombia. Convocamos a la comunidad internacional para unirse en este reclamo al gobierno  colombiano y en el rechazo a toda violación de los derechos humanos en contra de los manifestantes o miembros de la oposición, que constituye un atentado a la dignidad humana universal. 

Desde nuestros lugares como académicas y académicos y en cada uno de nuestros países estaremos muy atentos al desarrollo de los acontecimientos y a las formas de colaboración que podamos ofrecer a los hermanos y hermanas de Colombia.  

PORTUGUÊS

Nós, membros da Rede Ibero-americana de Pesquisadores em História da Psicologia, acompanhamos com preocupação os acontecimentos ocorridos na Colômbia nos últimos dias.

Desde o 28 de abril, grandes setores da cidadania colombiana têm saído às ruas de cidades e vilas para expressar sua insatisfação com as condições históricas de desigualdade e exclusão que vêm sofrendo e que a situação pandêmica agravou ainda mais diante da indolência de seus governantes. Projetos de reforma tributária e sanitária, prejudiciais às classes populares e à classe média empobrecida, foram o gatilho de um movimento ao qual o governo colombiano respondeu com cinismo e violência. Durante vários dias, o governo do presidente Iván Duque evitou estabelecer espaços de negociação com os líderes do protesto, reunindo-se em troca de grupos e indivíduos que não têm nenhuma relação com ele, como líderes de partidos políticos e hierarquias eclesiásticas. Ao mesmo tempo, tem enviado às ruas, não só polícias e forças de controle de distúrbios, que no passado recente já se envolveram em comportamentos violentos que resultaram em mortes de civis, mas também o exército, numa demonstração de autoritarismo que é muito preocupante para o país e para a região. Além disso, o discurso do Presidente Duque e seus funcionários foi reiterativo em sua criminalização do protesto e ao mesmo tempo exonera os excessos e abusos da força pública.

Esta rede internacional e diversa de psicólogos dedicados à pesquisa histórica pode atestar a importância dos processos de mobilização cidadã para a efetivação de formas de ordem social que permitam o pleno desenvolvimento das possibilidades humanas, sociais e subjetivas. É por isso que defendemos o direito legítimo de protestar na Colômbia, como em todos os países da região, como um recurso para alcançar transformações sociais significativas, em benefício de amplos setores da população.

Solicitamos ao governo do Presidente Iván Duque que respeite e ofereça todas as garantias para o exercício do direito de protestar, bem como estabeleça espaços de negociação efetiva e inclusiva das diversas demandas dos cidadãos aos que é obrigado a reconhecer como fundamento do Estado de Direito que é a Colômbia. Instamos a comunidade internacional a se unir nesta demanda do governo colombiano e na rejeição de qualquer violação dos direitos humanos contra manifestantes ou membros da oposição, o que constitui um atentado à dignidade humana universal. 

Desde nossos lugares de acadêmicas e acadêmicos e em cada um de nossos países estaremos muito atentos ao desenvolvimento dos eventos e às formas de colaboração que podemos oferecer aos irmãos e irmãs da Colômbia.

ENGLISH

We, the members of the Ibero-American Network of Researchers in the History of Psychology have followed with concern the events that occurred in Colombia in recent days.

Since last April 28, large groups of Colombian citizens have taken to the streets of cities and towns to express their dissatisfaction with the conditions of inequality and historical exclusion that they have been suffering, worsened by the pandemic in the face of the indolent attitude of their Government. Tax and health reform projects, harmful to the popular classes and the impoverished middle class, were the trigger for a mobilization to which the Colombian government has responded with cynicism and violence. For several days, the government of President Iván Duque has avoided establishing negotiation spaces with the leaders of the protest, meeting instead with groups and individuals who have no relationship with it, such as leaders of political parties and ecclesiastical hierarchs. At the same time, he has sent to the streets, not only police and riot police, which in the recent past have engaged in violent behavior that has resulted in civilian deaths, but also the army, in a demonstration of authoritarianism that results very worrying for the country and the region. In addition, the speech of President Duque and his officials has been reiterative in their criminalization of the protest and at the same time exonerates the excesses and abuses of the public force. 

This international and diverse network of psychologists dedicated to historical research can attest to the importance of citizen mobilization processes to achieve forms of social order that allow the full development of human, social and subjective possibilities. For this reason we defend the legitimate right to protest in Colombia, as in all the countries of the region, as a resource to achieve significant social transformations, for the benefit of broad sectors of the population. 

We call on the government of President Iván Duque to respect and offer all the guarantees for the exercise of the right to protest, as well as to establish spaces for effective and inclusive negotiation of the various demands of the citizens that it is obliged to serve and recognize as the foundation of the rule of law in Colombia. We call on the international community to unite in this claim to the Colombian government and in rejecting any violation of human rights against protesters or members of the opposition, which constitutes an attack on universal human dignity. 

From our places as academics and academics and in each of our countries we will be very attentive to the development of events and the forms of collaboration that we can offer to our friends from Colombia.

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